Afinal, o que é a metodologia Six Sigma? Entenda melhor aqui!

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Definir processos confiáveis e produtivos dentro de uma empresa não é tarefa fácil. É preciso alinhar bem as expectativas internas, as demandas dos usuários e a competitividade do mercado sem deixar de levar em consideração a qualidade do produto ou serviço. A boa notícia é que existe solução para isso. Basta entender o que é Six Sigma e quais os benefícios que sua implementação traz para a empresa.

Neste post, vamos explicar detalhadamente o que é Six Sigma, quais as vantagens de implementação e quais as etapas que essa metodologia aborda. Ficou interessado em saber mais? Então continue a leitura e descubra!

O que é Six Sigma?

Também conhecido como Seis Sigma, é um conjunto de práticas que têm o objetivo de eliminar ou reduzir as não-conformidades nos processos de uma empresa. É uma técnica que foi elaborada em 1987 por Bill Smith, antigo engenheiro da Motorola.

Bill buscava maximizar o desempenho da empresa ao acabar com os defeitos dentro dela e manter as conformidades que já haviam sido estabelecidas. Poucos anos mais tarde, o método já havia se popularizado devido a sua utilização em outras multinacionais de peso, como a General Electric (GE), por exemplo.

O Six Sigma pode ser entendido como um método de estratégia gerencial focado em qualidade e resultados financeiros. Além disso, tem como objetivo promover mudanças nas organizações de forma significativa, melhorando processos os internos, os produtos e os serviços que são oferecidos. Ela está sempre buscando a satisfação do cliente por meio de redução de defeitos e aumento do desempenho dos processos.

O sigma é uma letra grega que na estatística representa o desvio padrão. Quando se trata de qualidade, o sigma representa a quantidade de variação de um processo. Quanto maior for a variação desse processo, pior será a qualidade e menor será o nível sigma desse processo.

Vamos considerar, por exemplo, uma empresa que fabrica peças para aviões. Vamos supor que são produzidos 1 milhão de peças em um ano.

Se, dentre as 1 milhão de peças, 690 mil apresentarem algum defeito, isso significa que apenas 30,85% das peças produzidas atendem os requisitos de qualidade. Com esse percentual, dizemos que esse processo é nível sigma 1. Imagine você andar em um avião onde as peças produzidas por um processo de nível sigma 1 (ou seja, apenas 30,85% não apresentaram defeito). Eu suspeito que você não entrará nesse avião.

Agora vamos considerar o outro extremo. Dentre as 1 milhão de peças produzidas, apenas 3,4 peças apresentaram algum defeito (99,9997% das peças atenderam os requisitos de qualidade). Esse percentual representa o resultado de um processo nível sigma 6 (daí o nome Six Sigma). A confiança de que esse processo vai produzir produtos com qualidade é muito maior. Esse avião é muito mais seguro de andar, porém há ainda quem diga que esse percentual ainda deveria ser maior ainda para casos como esse, que envolve a vida de centenas de pessoas e não há nenhuma tolerância para falhas. Se o processo apresentar ainda menos defeitos, o nível sigma pode ser maior ainda. O nível sigma 6 é uma referência, mas pode-se atingir níveis ainda maiores se necessário.

É importante ressaltar que nem todo processo precisa ser nível sigma 6, pois chegar nesse nível de qualidade pode ser caro. Considere por exemplo o processo de fabricação de copos de plástico. Você acha que é necessário um processo nível sigma 6 para esse processo? A resposta provavelmente é não, pois a criticidade desse processo é muito menor, então ele é mais tolerante a defeitos. Não há um problema significativo se um copo de plástico apresentar algum defeito. Dessa forma, uma empresa como essa pode buscar um nível sigma entre 3 e 4 sem grandes prejuízos, pois o custo benefício de ter um processo nível sigma 6 não vale a pena nesse caso. Veja a tabela abaixo para comparar a quantidade de defeitos esperada em cada nível sigma.

Quais são as vantagens do Six Sigma?

O Six Sigma traz uma série de vantagens às empresas que aplicam sua metodologia a fim de melhorar os processos e a qualidade de produtos e serviços. A seguir listamos as principais dessas vantagens.

Aumento da qualidade do produto

O método leva em consideração as demandas dos clientes e a qualidade do produto final. O resultado natural esperado da implementação é um aumento da qualidade, redução de reclamações e redução de defeitos identificados.

Redução de custos organizacionais

Os processos são transformados, eliminando desperdícios para serem mais enxutos e eficientes. Dessa forma, os custos organizacionais são reduzidos com o tempo.

Acréscimo e retenção de clientes

É uma consequência do aumento da qualidade. Produtos de boa qualidade retêm mais clientes e também atraem novos, pois o buzz marketing (mais conhecido como “boca a boca”) ganha força entre os consumidores mais satisfeitos.

Remoção de atividades improdutivas

As atividades que não geram valor para o cliente nem para a empresa, como burocracias desnecessárias e excesso de informação, são removidas do processo para torná-lo mais fluído e fácil de ser executado.

Maior participação das equipes de trabalho

Com um processo bem-definido, as equipes de trabalho ficam mais envolvidas, pois conseguem visualizar a importância do projeto como um todo.

Mudança interna positiva

O Six Sigma traz uma mudança paradigmática para a empresa ao mudar o foco para o cliente e para a qualidade do produto. Dessa forma, há uma transformação cultural interna que alavanca os resultados.

Mais consistência aos processos

A diminuição da variação dos processos contribui para a qualidade final do produto, para que prazos sejam respeitados e que não haja queda de desempenho.

Quais são as etapas do Six Sigma?

Uma metodologia muito utilizada para aplicar o Six Sigma é a DMAIC, que é inspirada pelo PDCA (Plan-Do-Check-Act). O DMAIC é usado em projetos nos quais já existem processos de negócios que precisam ser melhorados.

DMAIC (Define, Measure, Analyze, Improve, Control)

Também conhecida “Design for Six Sigma”, é uma metodologia com 5 etapas. Confira!

Definir

O problema é definido por meio de feedback fornecido pelos consumidores e dos objetivos dos processos e projetos.

Mensurar

Algumas atividades importantes e o desempenho do processo são medidos e dados importantes são coletados para serem analisados.

Analisar

Os dados de medição são analisados para investigar pontos de desperdício, potenciais melhorias de desempenho e a causa raiz de problemas identificados, bem como os efeitos que esses problemas trazem para o processo. É importante analisar se há correlação entre os dados coletados e como eles interagem entre si.

Aperfeiçoar

Essa etapa tem como objetivo implementar as melhorias e tomar ações para resolver os problemas e pontos de desperdício identificados na etapa de análise. Para isso, pode-se executar diversas técnicas. Uma delas, por exemplo, é a aplicar “Poka-yoke” (que significa “à prova de erros”) para eliminar pontos suscetíveis a erros no processo de trabalho e criar um processo onde não é possível errar. Então são executados projetos pilotos para testar as capacidades do processo melhorado.

Controlar

Após a implementação das melhorias no processo, deve-se acompanhar e controlar permanentemente o processo, para verificar se as melhorias surtiram efeito e de fato trouxeram o benefício esperado. Isso também ajuda a garantir que os processos continuem sendo utilizados por todos. O controle pode ser feito por meio de indicadores, gráficos, estatísticas e reuniões com a equipe.

As etapas do Six Sigma são de fácil compreensão, no entanto, para implementá-las de maneira eficiente, é importante ter pessoas com experiência na aplicação de Six Sigma e estruturar um projeto de melhoria. O recomendado é procurar por uma empresa capacitada nesse assunto, pois ela possui profissionais certificados e com experiências múltiplas de implementação.

Entendeu melhor o que é Six Sigma? Então não deixe de entrar em contato conosco para saber melhor como implementá-lo na sua empresa.

Sobre o Autor

Mestre em Sistemas de Informação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2013-2015). Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2012). Atua desde 2011 em projetos de consultoria em melhoria de processos de gestão e engenharia de software. É implementador certificado do modelo MPS para Software e Serviços e avaliador adjunto do MPS para Software.